#8M: Mulheres marcham e dizem NÃO ao retrocesso em Brasília

No Dia Internacional da Mulher, a capital federal ficou marcada pela a unidade de centenas de mulheres no 8 de Março Unificadas. Com cartazes, faixas, instrumentos de percussão e palavras de ordem, elas protestaram em defesa da democracia, contra o preconceito, por igualdade social, econômica e política.

De todas as cores, crenças e idades, mulheres de diversas regiões do DF e Entorno deram o recado ao governo golpista e à população, sobre a importância do 8 de Março como um dia de reflexão acerca da luta das mulheres de todo o mundo que, incansavelmente, lutam contra o machismo, violência e por direito à vida.

Para a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, o 8 de Março Unificadas foi um sucesso. “Mesmo sob forte chuva, as mulheres não desanimaram nem por um momento. É lindo de ver que estamos unidas. No DF e em diversos estados, a mulherada mostrou sua força. Mulheres trabalhadoras, estudantes, ativistas sociais, artistas, feministas, políticas, sindicalistas, e quem mais atendeu ao chamado e veio participar”, afirmou.

De acordo com levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde, em média, 12 mulheres são assassinadas todos os dias no Brasil, considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017. São aproximadamente 4.473 homicídios dolosos, sendo que 946 são feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. E este número é ainda maior em relação às mulheres negras, periféricas, e transexuais.

“Agradecemos a ampla participação da nossa base aguerrida e esperamos que a luta contra retirada de direitos se intensifique a cada dia. Avante, companheiras!”

A vice-presidenta da CUT Nacional, Carmem Foro, alertou sobre a necessidade de reflexão e luta para o atual cenário de calamidade. “Este é um momento em que o ataque aos direitos é visível. Estamos sendo colocadas como seres de segunda, terceira categoria, devido as ações do atual governo que nos classificam como últimas pessoas em termos de direitos, acesso e oportunidades. A situação do nosso país é gravíssima e eu acredito que as mulheres são capazes de fazer uma grande revolução; organizando, enfrentando e fazendo a luta  que começamos há cerca de três anos com o golpe. Nós nos levantamos e continuamos a incansável luta por direitos, democracia e buscando novos caminhos para a transformação”, explicou.

Já o ativista por direitos LGB´Ts e presidente do SINPROLS-DF – Sindicato dos Trabalhadores Intérpretes e Tradutores da Língua Brasileira de Sinais do Distrito Federal, Michel Platini, este é um dia para se fazer ecoar as vozes de todas as mulheres. “Lutamos pelos direitos de todas as mulheres, sejam elas trans, travestis, lésbicas. Queremos a equidade de gênero e que todas sejam reconhecidas como seres de direitos. Essa é uma discussão mundial e precisamos lutar, inclusive, por esse segmento que mais sofre com a intolerância e a violação de direitos”, ressaltou.

Diversos coletivos de mulheres negras, do campo, movimentos sociais e sindicais participaram do ato pacífico que iniciou às 14h e terminou às 20h, embaixo de chuva forte.

Além do protesto político, quem participou do 8 de março Unificadas pode aproveitar também atrações culturais, debates e oficinas.

“Agradecemos a ampla participação da nossa base aguerrida e esperamos que a luta contra retirada de direitos se intensifique a cada dia. Avante, companheiras!”, concluiu Sônia de Queiroz.

Fonte: CUT Brasília

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