Pressão do funcionalismo de Santo Antônio do Descoberto faz governo recuar, mas muitos serviços permanecem paralisados

Em greve há mais de duas semanas, os servidores do município goiano de Santo Antônio do Descoberto realizaram nova assembleia na manhã desta quarta (7) para avaliar o movimento paredista e socializar os avanços. Graças à pressão do funcionalismo, o prefeito encaminhou uma proposta de reajuste e pagamento para o magistério  que foi aprovada pelos trabalhadores e trabalhadoras da Educação. Sendo assim, o ano letivo no município inicia na próxima segunda (12).

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Para os trabalhadores da administração e saúde, as negociações não avançaram e a greve continua desses setores continua.

O presidente da CUT Brasília esteve presente no encontro e demonstrou, mais uma vez, o apoio da Central aos servidores municipais.  “Todo apoio ao setor público de Santo Antônio do Descoberto. Exigimos que haja respeito ao serviço público prestado à população em nosso país. Nós, da CUT, estaremos juntos na luta fortalecendo, ainda mais , esse movimento em defesa dos direitos”, disse.

Negociações

A proposta da prefeitura foi de que o magistério passará a receber o piso salarial a partir do quinto dia útil do mês de abril e, em julho, será efetuado o pagamento de 1/3 das férias coletivas. O retroativo de janeiro será quitado em agosto, e o do mês de fevereiro, em setembro.

As negociações para as áreas da administração e saúde, no entanto, ainda encontram obstáculos. De acordo com a presidente do Sindsad ─ sindicato que representa os trabalhadores ─ Clenilda Melquíades, a categoria havia fechado um acordo com o prefeito anterior para que a lei municipal 1.056, que diz respeito à adequação salarial, fosse cumprida a partir de janeiro deste ano. Porém, o governante atual descumpriu o compromisso e pretende efetuar os ajustes apenas em maio.

“Não vamos aceitar o descumprimento da lei. Dessa forma, nos manteremos mobilizados e a greve seguirá até que tenhamos uma proposta que atenda nossas reivindicações”, garantiu.

A expectativa de novas negociações com a prefeitura ocorram no decorrer da semana.

Fonte: CUT Brasília

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