PDV é “barco furado”, afirma dirigente da Condsef

Devido a baixa adesão dos servidores públicos ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV) em 2017, o golpista Michel Temer tentará emplacar a ideia com uma nova medida provisória, neste mês de janeiro. Mas o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo, alerta que aderir ao programa é dar “tiro no pé”.

“Orientamos nossos filiados a não aderirem a este barco furado. A experiência com o governo FHC deve servir de lição. Muitos continuam desempregados e esperam na Justiça para receber seus direitos”, diz.
Na primeira rodada do PDV, concluída em novembro de 2017, 240 pessoas aderiram ao programa – 76 ao chamado PDV stricto sensu, a demissão voluntária, e 164 a outras modalidades, como redução de jornada e licença incentivada.

De acordo com o governo, a nova MP sobre o PDV será feita com as mesmas regras da que caducou, que previa o pagamento de indenização de 1,25 salário por ano trabalhado para aqueles que decidissem deixar o serviço público.
“Qual é a vantagem de se juntar a 13 milhões de brasileiros desempregados? Estamos em plena recessão, com um campo de trabalho limitado e pais de famílias sem perspectivas”, contextualiza o dirigente da Condsef.

O dirigente ainda lembra que o PDV criado na era FHC O PDV previa, além de modalidades diferentes de desligamento como no programa do governo de Michel Temer, estímulos para o empreendedorismo, como linhas de crédito e cursos de capacitação. Mas muitos servidores afirmam que o prometido não foi cumprido.

Fonte: CUT Brasília

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